Esse blog servirá como um tipo de terapia, através dele vou tentar exorcizar todos os males que me atingem, sejam eles meus ou não.Vou conseguir?!Não sei.
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
terça-feira, fevereiro 08, 2011
terça-feira, janeiro 25, 2011
sábado, janeiro 22, 2011
terça-feira, janeiro 18, 2011
Quando tudo e todos que foram vivos em mim, durante o ano de 2010, tiveram que morrer. Foi aí que você apareceu.
Não o considerava belo aos olhos. Inicialmente, desconfiei que tua escolha sexual não se encontraria com a minha, que tua preferência não era pelo gênero mulher (feminino parece-me tão impessoal). Era 30 de dezembro. 2010 se acabava e eu desejava que as ilusões construídas nesse período também se fossem.
Entre os dias 31 e 1º não nos encontramos. Mas eu falei de você. No dia seguinte ao que te conheci, comentei com entusiasmo. As perguntas que te fiz - e que só apareceram porque eu não tinha interesse - haviam me conduzido para descobrir quão interessante és. Mais velho, já foste casado, cozinhas bem, moraste na Europa. Tens belos olhos verdes, cabelo grosso, barba cerrada e uma serenidade que teus 35 anos de vida te deram.
No primeiro domingo de janeiro, a alegria de falar contigo através de uma dessas redes sociais que nos mantém ocupados com o desnecessário. Conversa, um cinema marcado, a troca de tortas. Demoramos a nos beijar, mas a conversa fluiu tão bem. Inicialmente, eu me encontrava entre os receosos. Parecia tão interessante, inteligente, mais velho, mais vivido, mais cheio de coragem. E eu babava.
Babei nossas conversas por muitos dias. Trocamos beijos, carinhos, carícias, falamos de teoria, sonhos. Tão iguais e tão diferentes. Sonhos de Europa (mais uma vez para ele, um início pra mim), não estar preso a lugares, viver intensidade, estudar, saber mais: artes, lugares, pessoas. Sua mania meticulosa não me cabe, não sou menina da cozinha, não tenho um senso estético tão apurado, não tens meu senso de humor - bem amplo, escrachado.
Já acabou.
Meu tchau. Triste tchau.
domingo, janeiro 16, 2011
domingo, dezembro 12, 2010
Fui interrompida enquanto era abraçada por meu amor. Eu reclamava: "Mas, amor, que saudade de dormir abraçadinha a você". Então ele me acalmava em seus braços a dizer com um sorriso gostoso: "Assim descobrem que você não consegue dormir sem meu abraço". O leve constrangimento era por estarmos rodeados de muitas pessoas.
Foi interrompido. O sonho.
Sim, era um sonho. Eu não conheço aquele rosto. Ainda.
sexta-feira, novembro 26, 2010
terça-feira, novembro 16, 2010
sexta-feira, novembro 12, 2010
O Pouco Que Sobrou
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
Por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
Eu acho que acabou
Mas vou cantar
Pra não cair
Fingindo ser alguém
Que vive assim de bem
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
O pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
E a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé
Me abandonou
sábado, novembro 06, 2010
[...]
E, em algum momento, eu me dei. Me busquei de volta. Fugi, corri, mas quis. E quis querendo que você quisesse também. Entreguei-me ao romantismo das suas palavras, das músicas que ouvíamos, da sensibilidade que dividíamos não com calma, mas com rispidez. E te quis no show, quando você parecia tão perdido e estava tão feio, no sentido mais físico. Mas não me importava. Não para aquele momento. Hoje, não me importa se o teu corte de cabelo não te caiu bem - e não caiu. Mas me importa que você se centre, mude, seja melhor, mais estável.
Por isso, te quero sem querer. Quero, mas não levaria adiante. Quero, mas não me comprometeria. Quero que você me queira. E isso, talvez, já seja o suficiente pra me fazer ir embora. "Eu te quero, você me quer, mas nós não podemos.".
Mas, até hoje, há sexo em cada meia conversa. Enquanto que o meu coração só te reserva carinhos.
E, se for para ser, que seja algo duradouro. Tão poucas pessoas me encantam e você é uma delas, meu pequeno grande homem - se te chamasse de menino, me repreenderias: "lido com mulheres, não com meninas".
E, em algum momento, eu me dei. Me busquei de volta. Fugi, corri, mas quis. E quis querendo que você quisesse também. Entreguei-me ao romantismo das suas palavras, das músicas que ouvíamos, da sensibilidade que dividíamos não com calma, mas com rispidez. E te quis no show, quando você parecia tão perdido e estava tão feio, no sentido mais físico. Mas não me importava. Não para aquele momento. Hoje, não me importa se o teu corte de cabelo não te caiu bem - e não caiu. Mas me importa que você se centre, mude, seja melhor, mais estável.
Por isso, te quero sem querer. Quero, mas não levaria adiante. Quero, mas não me comprometeria. Quero que você me queira. E isso, talvez, já seja o suficiente pra me fazer ir embora. "Eu te quero, você me quer, mas nós não podemos.".
Mas, até hoje, há sexo em cada meia conversa. Enquanto que o meu coração só te reserva carinhos.
E, se for para ser, que seja algo duradouro. Tão poucas pessoas me encantam e você é uma delas, meu pequeno grande homem - se te chamasse de menino, me repreenderias: "lido com mulheres, não com meninas".
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