Esse blog servirá como um tipo de terapia, através dele vou tentar exorcizar todos os males que me atingem, sejam eles meus ou não.Vou conseguir?!Não sei.
sábado, junho 11, 2005
Atualmente, a frase "crise é uma oportunidade para mudanças" tem visitado constantemente a minha mente. Vivo uma crise, é verdade. Não a pior crise da minha vida, mas, como todas crises, dolorosa.
É doloroso ter que mudar, é dolorosa a possibilidade de deixar algumas coisas para trás, é dolorosa a incerteza.
Chegou a hora de dar um basta no que está acontecendo. Chegou a hora de me amar mais. Chegou a hora de tomar decisões em meu benefício e em benefício do meu futuro. Mesmo que isso signifique deixar algo que se ama muito para trás.
É foda? Claro que é! Mas, se necessário for...
O.B.S.: Te amo. Mas, antes de tudo, me amo. Se for preciso, te deixo viver em paz e sem mim.
É doloroso ter que mudar, é dolorosa a possibilidade de deixar algumas coisas para trás, é dolorosa a incerteza.
Chegou a hora de dar um basta no que está acontecendo. Chegou a hora de me amar mais. Chegou a hora de tomar decisões em meu benefício e em benefício do meu futuro. Mesmo que isso signifique deixar algo que se ama muito para trás.
É foda? Claro que é! Mas, se necessário for...
O.B.S.: Te amo. Mas, antes de tudo, me amo. Se for preciso, te deixo viver em paz e sem mim.
sábado, maio 14, 2005
De repente meus objetivos se perderam. Como eu vou planejar a minha vida? Com ou sem você? Essa incerteza me mata. O desejo é de construir junto contigo. Mas me vejo cada dia mais distante de você e a minha vida tem perdido um pouco do brilho.
Eu quero poder voltar a cantar "Ainda bem que você vive comigo. Pq, senão, como seria essa vida?". Eu não sabia mais o que era minha vida sem você e agora tenho visto como tem sido difícil! Mas eu só quero construir contigo se for vontade dos dois. Se for acordo! Se só eu construir, de que adianta??????
Poutz! Como dói estar "longe" de você!
Eu quero poder voltar a cantar "Ainda bem que você vive comigo. Pq, senão, como seria essa vida?". Eu não sabia mais o que era minha vida sem você e agora tenho visto como tem sido difícil! Mas eu só quero construir contigo se for vontade dos dois. Se for acordo! Se só eu construir, de que adianta??????
Poutz! Como dói estar "longe" de você!
sexta-feira, maio 13, 2005
E quando tudo parece tão certo, tão previsível, a vida dá uma reviravolta. É assim, sempre foi assim, nos ensinaram que seria assim, mas nem sempre a gente acredita. Eu me contentava com um colo, um abraço, um beijo e uma pessoa sempre ao meu lado. Mas aí veio a vida e...e tirou isso de mim. Eu já sentia dificuldades em andar, sem ser de mãos dadas. Já tinha dificuldade de acordar, sem ouvir a voz dele uma vez que fosse. Já tinha dificuldade em passar muito tempo sem sentir aquele cheiro.
E agora?! Bem, agora eu preciso ser paciente. Levar minha vida, na medida do possível e esperar o que o futuro me reserva. Claro que eu quero o abraço, o beijo, o afago de volta. Mas eu quero que seja tudo muito verdadeiro e renovado. Quero boas e novas sensações. Quero dar e sentir um amor de verdade. E assim eu espero...
E agora?! Bem, agora eu preciso ser paciente. Levar minha vida, na medida do possível e esperar o que o futuro me reserva. Claro que eu quero o abraço, o beijo, o afago de volta. Mas eu quero que seja tudo muito verdadeiro e renovado. Quero boas e novas sensações. Quero dar e sentir um amor de verdade. E assim eu espero...
sexta-feira, abril 29, 2005
Com o tempo, o coração se aperta e você se pergunta: será que tem que ser assim? Eu gostaria que fosse diferente. E aí?! Até que ponto existe um processo de desilusão (benéfico) e até onde existe uma incompatibilidade?
Eu gosto de atenção! Sempre gostei! Gosto de ser procurada, de me sentir desejada, necessária, de ver meu telefone tocar e "onde está você?". Sou do tipo de amiga ou companheira que tem muito a dar e que sente necessidade de ser procurada.
Meu coração já anda um tanto quanto endurecido. Sente falta de um calor mais arrebatador e de colo para dar e colo para receber. "Será só com ele ou seria assim com qualquer pessoa?". As costas pedem proteção, o coração pede calor e o ouvido pede palavras carinhosas, em meio a baixos sussurros "Tou aqui por você" e que isso seja demonstrado de verdade.
Eu gosto de atenção! Sempre gostei! Gosto de ser procurada, de me sentir desejada, necessária, de ver meu telefone tocar e "onde está você?". Sou do tipo de amiga ou companheira que tem muito a dar e que sente necessidade de ser procurada.
Meu coração já anda um tanto quanto endurecido. Sente falta de um calor mais arrebatador e de colo para dar e colo para receber. "Será só com ele ou seria assim com qualquer pessoa?". As costas pedem proteção, o coração pede calor e o ouvido pede palavras carinhosas, em meio a baixos sussurros "Tou aqui por você" e que isso seja demonstrado de verdade.
segunda-feira, março 28, 2005
E a tal da fecilidade?
Nesse mês tive a oportunidade de ler várias vezes sobre ela. Quem é essa felicidade, moça cheia de manias, que se esconde boa parte do tempo, mas que é sempre bem vinda? Ela é o desejo final de todos nossos sonhos e anseios. Objeto de estudos sociológicos, filosóficos, psicológicos, astrológicos e todos os lógicos possíveis e imagináveis.
Felicidade não se busca. Ela pode ser encontrada no caminhar da vida. Não há que se agarrar, a felicidade é livre e o seu aprisionamento é a infelicidade.
Ser feliz é ver o sorriso na pessoa que se ama. É sentir o cheiro do namorado. É ganhar ovo de páscoa. É dar um abraço numa criança. É ouvir um "eu te amo" de um amigo. É sentar num barzinho pra bater aquele papo gostoso. É reencontrar uma grande amiga, que não se vê há tempos. É saber passar por uma situação sem guardar rancor. É ir ao salão para fazer aquele corte legal no cabelo. É sentir uma saudade boa daquela pessoa que já se foi. É poder ajudar uma pessoa que necessita. É sentir-se útil. Felicidade não existe sem o próximo.
Nesse mês tive a oportunidade de ler várias vezes sobre ela. Quem é essa felicidade, moça cheia de manias, que se esconde boa parte do tempo, mas que é sempre bem vinda? Ela é o desejo final de todos nossos sonhos e anseios. Objeto de estudos sociológicos, filosóficos, psicológicos, astrológicos e todos os lógicos possíveis e imagináveis.
Felicidade não se busca. Ela pode ser encontrada no caminhar da vida. Não há que se agarrar, a felicidade é livre e o seu aprisionamento é a infelicidade.
Ser feliz é ver o sorriso na pessoa que se ama. É sentir o cheiro do namorado. É ganhar ovo de páscoa. É dar um abraço numa criança. É ouvir um "eu te amo" de um amigo. É sentar num barzinho pra bater aquele papo gostoso. É reencontrar uma grande amiga, que não se vê há tempos. É saber passar por uma situação sem guardar rancor. É ir ao salão para fazer aquele corte legal no cabelo. É sentir uma saudade boa daquela pessoa que já se foi. É poder ajudar uma pessoa que necessita. É sentir-se útil. Felicidade não existe sem o próximo.
sexta-feira, janeiro 14, 2005
Será que eu fui o único ser aeróbio que teve calafrios ao abrir o livro "Organize-se"?
Imagine a cena: vc (ou eu, no caso) pegando todos os papéis da sua vida e se perguntando "Eu quero ou eu necessito desse papel?".
E a organização para os pobres coitados dos filhos?! Obrigá-los a fazer uma listinha com todos os materiais que devem ser levados para a escola. Listinha que deve ser dividida por dia da semana e de acordo com a necessidade.
Ainda bem que minha mãe, apesar de extremamente organizada, não foi tão neurótica comigo.
Vamos ver mais ou menos como ficaria:
Segunda Feira - lápis, boracha, lápis-de-cor, lacinho rosa para o rabo-de cavalo, lancheira da Branca de Neve, maçã, 4 biscoitos cream-craker, suco de maracujá com 8 gotas de adoçante, cantil dos 7 anões, calcinha rosinha de babado (combinando com o lacinho do cabelo)...
Cansei antes de terminar a segunda-feira. Imagine o trauma que isso pode causar numa criança!
Nada como um pouquinho de imperfeição para tornar a vida mais bela! Detestaria ser tão organizada assim!
Imagine a cena: vc (ou eu, no caso) pegando todos os papéis da sua vida e se perguntando "Eu quero ou eu necessito desse papel?".
E a organização para os pobres coitados dos filhos?! Obrigá-los a fazer uma listinha com todos os materiais que devem ser levados para a escola. Listinha que deve ser dividida por dia da semana e de acordo com a necessidade.
Ainda bem que minha mãe, apesar de extremamente organizada, não foi tão neurótica comigo.
Vamos ver mais ou menos como ficaria:
Segunda Feira - lápis, boracha, lápis-de-cor, lacinho rosa para o rabo-de cavalo, lancheira da Branca de Neve, maçã, 4 biscoitos cream-craker, suco de maracujá com 8 gotas de adoçante, cantil dos 7 anões, calcinha rosinha de babado (combinando com o lacinho do cabelo)...
Cansei antes de terminar a segunda-feira. Imagine o trauma que isso pode causar numa criança!
Nada como um pouquinho de imperfeição para tornar a vida mais bela! Detestaria ser tão organizada assim!
Numa aula qualquer de um curso qualquer de auto-escola, o professor conta uma estória (sim, é verídica):
Numa colisão, morreram um casal do carro A e um casal do carro B. Os corpos foram retirados do carro e todos foram necropisiados. Notaram, então, que havia algo de estranho com o corpo da mulher do carro B. Numa apuração mais profunda, serrou-se a arcada dentária da dita cuja e...um pedaço de pênis foi encontrado!
Conclusão: Não deixe que sua mulher faça um boquete, enquanto você dirige. Há o risco de você morrer duas vezes: com o acidente e com o seu pênis sendo mordido e arrancado (as mortes não são necessariamente nessa ordem!)
Numa colisão, morreram um casal do carro A e um casal do carro B. Os corpos foram retirados do carro e todos foram necropisiados. Notaram, então, que havia algo de estranho com o corpo da mulher do carro B. Numa apuração mais profunda, serrou-se a arcada dentária da dita cuja e...um pedaço de pênis foi encontrado!
Conclusão: Não deixe que sua mulher faça um boquete, enquanto você dirige. Há o risco de você morrer duas vezes: com o acidente e com o seu pênis sendo mordido e arrancado (as mortes não são necessariamente nessa ordem!)
terça-feira, janeiro 11, 2005
Resolvi contar quantas pessoas disseram "adorei o seu blog! Voltarei sempre!" e nunca mais deram as caras.
Carol
Allan
Jônatas
Mara
Nanda (essa moça S-U-M-I-U)
Deve ter mais alguém, mas eu não tenho tanta disposição pra ficar olhando o arquivo dos meus comentários (sim, eu sou PREGUIÇOSA!). E, tá bom, tá bom...eles disseram que o blog era legal, não prometeram que iam voltar! Humpf!
^^ºº Blogueira carente ºº^^
Carol
Allan
Jônatas
Mara
Nanda (essa moça S-U-M-I-U)
Deve ter mais alguém, mas eu não tenho tanta disposição pra ficar olhando o arquivo dos meus comentários (sim, eu sou PREGUIÇOSA!). E, tá bom, tá bom...eles disseram que o blog era legal, não prometeram que iam voltar! Humpf!
quinta-feira, janeiro 06, 2005
Em tempos de computação gráfica de primeira, as animações fazem a cabeça de muitos e, principalmente, a minha. Adoro essas coisas lúdicas: desenho animado, história em quadrinhos, quebra-cabeça e afins. Perco horas no Cartoon Network e sou uma saudosista dos desenhinhos dos anos 80 (He-Man, Smurf, Snorkels e outros.)
Num surto corajoso, convenci meu namorado a enfrentar comigo uma seção de cinema, numa quarta à tarde, em tempos de férias escolares. A tarefa foi árdua! Vitor é avesso a multidões, tem pavor de cinema às quartas e não é nada chegado ao tipo de filme que eu propunha: animação.
A chantagem foi baratíssima: "Eu fui assistir 'Meu Tio Matou Um Cara' - filme baaaaaala, recomendo! - só pq vc queria e vc não pode ir comigo assistir 'Os Incríveis'". Além do típico, "ninguém me ama, ninguém quer ir no cinema comigo, tá...eu vou sozinha".
Acostumada a enfrentar filas intermináveis para comprar uma entrada de cinema às quartas, resolvi comprar na noite anterior. Tinha uma fila, mas não há comparação. Algo como Salvador - Feira e Salvador - Tóquio. Dá pra entender? Ingressos em mãos, a nossa tarefa seria chegar um pouco antes do horário da seção.
Chegamos com quase uma hora de antecedência. Afinal, nos dias de hoje (leia-se: "férias, época de fruir o 13º terceiro salário, país em constante crescimento econômico e blá, blá, blá), as vagas no estacionamento do shopping são disputadas a tapa (eu JURO!).
No carro, Vitor me anuncia: Não almocei! Típico do meu pequeno, que acorda ao meio dia e só vai almoçar (não, não é um MERO almoço, mas por motivos didáticos chamaremos assim) lá pras 3, 4, 5, 6, até 7h.
Entrando no shopping, o esperado não aconteceu! O shoping não estava cheio, estava LOTADO, com todas as letras em maiúsculo, negrito, sublinhado, o escambau. Namorado ruma para a Bob's, para adquirir nosso nutritivo e indispensável MilkShake de Ovomaltine com um Big Bob's só pra ele. Eu rumei para as filas de entrada nas salas do cinema. Fiquei ali, ao lado de mamães e papais, todos desesperados para que a entrada fosse liberada. O barulho era enlouquecedor e andar por aquele mar de gente era tarefa árdua, ainda mais para as mamães e os papais que chegavam a carregar 4, 5, 6 rebentos (tá...em dias de planejamento familiar, devia ser 2 rebentos, 2 afilhados e 2 sobrinhos ou algo assim).
Arranjei um lugarzinho logo no começo da fila. Pelo que vi de início, eu era a quarta. Que nada! Apareceram tantas crianças e adolescentes na minha frente, assim que liberaram a entrada! Parecia uma multiplicação em massa, meiose, mitose (qual dos dois reproduz mais mesmo, hein?!).
Entrada liberada, conseguimos um lugarzinho na ponta direita da última fila. Do meu lado direito, meu namorado, do lado esquerdo, uma cadeira vazia que me renderia vários pedidos de licença para sentar na dita cuja. Parecia maldição ou algo do tipo, várias pessoas sentaram ali, mas nenhuma ficava satisfeita e acabava pedindo licença de novo, para sair da fila e procurar outro lugar. O filme começou e, numa seção CHEIA de crianças, vários comentariozinhos, gritinhos, sorrisinhos, atormentos, palavras incompreensíveis e mães tentando acalmar suas pestinhas. De todas as crianças do cinema, acho que a única que ficou quietinha foi a que veio parar do meu lado esquerdo, sentadinha no colo da avó, tia, madrinha, amiga, prima distante, não sei bem o grau de parentesco entre eles.
No início, um susto: uma animação bem fofinha, mas muito bobinha para um casal de namorados na maturidade dos seus 21 anos. Vitor chegou a perguntar (ironicamente, claro!): Vc tem certeza que estamos no filme certo?
Quanto ao filme?! Bem, acho que aproveitei mais a jornada para chegar à sala de cinema do que o filme em si. É legal. Mas em algumas partes fica meio chatinho. Dá pra soltar umas risadinhas, mas nada muito empolgante (essa é a MINHA opinião!). Eu achei a cara de Pequenos Espiões 1, 2 e 3D!
Disso tudo, o que vale é não perder o espírito de criança e saber levar essas situações com tranqüilidade. O bom foi rir dos meninos que faziam comentários bobos. Do tênis do guri que piscava o tempo todo, atrapalhava o filme, mas era engraçado. O bom foi pegar quem eu amo e mostrar: "Somos adultos, mas nem por isso precisamos ser sérios! Além das coisas boas, vamos aproveitar as coisas bobas da vida?! Elas também são legais!"
Num surto corajoso, convenci meu namorado a enfrentar comigo uma seção de cinema, numa quarta à tarde, em tempos de férias escolares. A tarefa foi árdua! Vitor é avesso a multidões, tem pavor de cinema às quartas e não é nada chegado ao tipo de filme que eu propunha: animação.
A chantagem foi baratíssima: "Eu fui assistir 'Meu Tio Matou Um Cara' - filme baaaaaala, recomendo! - só pq vc queria e vc não pode ir comigo assistir 'Os Incríveis'". Além do típico, "ninguém me ama, ninguém quer ir no cinema comigo, tá...eu vou sozinha".
Acostumada a enfrentar filas intermináveis para comprar uma entrada de cinema às quartas, resolvi comprar na noite anterior. Tinha uma fila, mas não há comparação. Algo como Salvador - Feira e Salvador - Tóquio. Dá pra entender? Ingressos em mãos, a nossa tarefa seria chegar um pouco antes do horário da seção.
Chegamos com quase uma hora de antecedência. Afinal, nos dias de hoje (leia-se: "férias, época de fruir o 13º terceiro salário, país em constante crescimento econômico e blá, blá, blá), as vagas no estacionamento do shopping são disputadas a tapa (eu JURO!).
No carro, Vitor me anuncia: Não almocei! Típico do meu pequeno, que acorda ao meio dia e só vai almoçar (não, não é um MERO almoço, mas por motivos didáticos chamaremos assim) lá pras 3, 4, 5, 6, até 7h.
Entrando no shopping, o esperado não aconteceu! O shoping não estava cheio, estava LOTADO, com todas as letras em maiúsculo, negrito, sublinhado, o escambau. Namorado ruma para a Bob's, para adquirir nosso nutritivo e indispensável MilkShake de Ovomaltine com um Big Bob's só pra ele. Eu rumei para as filas de entrada nas salas do cinema. Fiquei ali, ao lado de mamães e papais, todos desesperados para que a entrada fosse liberada. O barulho era enlouquecedor e andar por aquele mar de gente era tarefa árdua, ainda mais para as mamães e os papais que chegavam a carregar 4, 5, 6 rebentos (tá...em dias de planejamento familiar, devia ser 2 rebentos, 2 afilhados e 2 sobrinhos ou algo assim).
Arranjei um lugarzinho logo no começo da fila. Pelo que vi de início, eu era a quarta. Que nada! Apareceram tantas crianças e adolescentes na minha frente, assim que liberaram a entrada! Parecia uma multiplicação em massa, meiose, mitose (qual dos dois reproduz mais mesmo, hein?!).
Entrada liberada, conseguimos um lugarzinho na ponta direita da última fila. Do meu lado direito, meu namorado, do lado esquerdo, uma cadeira vazia que me renderia vários pedidos de licença para sentar na dita cuja. Parecia maldição ou algo do tipo, várias pessoas sentaram ali, mas nenhuma ficava satisfeita e acabava pedindo licença de novo, para sair da fila e procurar outro lugar. O filme começou e, numa seção CHEIA de crianças, vários comentariozinhos, gritinhos, sorrisinhos, atormentos, palavras incompreensíveis e mães tentando acalmar suas pestinhas. De todas as crianças do cinema, acho que a única que ficou quietinha foi a que veio parar do meu lado esquerdo, sentadinha no colo da avó, tia, madrinha, amiga, prima distante, não sei bem o grau de parentesco entre eles.
No início, um susto: uma animação bem fofinha, mas muito bobinha para um casal de namorados na maturidade dos seus 21 anos. Vitor chegou a perguntar (ironicamente, claro!): Vc tem certeza que estamos no filme certo?
Quanto ao filme?! Bem, acho que aproveitei mais a jornada para chegar à sala de cinema do que o filme em si. É legal. Mas em algumas partes fica meio chatinho. Dá pra soltar umas risadinhas, mas nada muito empolgante (essa é a MINHA opinião!). Eu achei a cara de Pequenos Espiões 1, 2 e 3D!
Disso tudo, o que vale é não perder o espírito de criança e saber levar essas situações com tranqüilidade. O bom foi rir dos meninos que faziam comentários bobos. Do tênis do guri que piscava o tempo todo, atrapalhava o filme, mas era engraçado. O bom foi pegar quem eu amo e mostrar: "Somos adultos, mas nem por isso precisamos ser sérios! Além das coisas boas, vamos aproveitar as coisas bobas da vida?! Elas também são legais!"
quarta-feira, janeiro 05, 2005
2004 foi um ano de mudanças muito profundas e, por isso, merece um resumo, ainda que superficial:
- Acabou-se (afinal de contas, nem ele acabou nem eu acabei) um namoro forte de tempos. E foi um fim definitivo, pela primeira vez em dois anos e meio.
- Eu me vi obrigada a me reerguer e, dessa vez, preferi que fosse sozinha.
- Procurei uma terapeuta para um auto conhecimento e para trabalhar coisas já arraigadas em mim.
- Comecei a me conhecer melhor e a separar o que é meu do que é da minha família.
- Me descobri uma menina mais leve, que gosta das coisas harmoniosas, que procura amor em tudo e que, ainda assim, tem medo de amar e ser amada.
- Tomei um grande porre, em meados de maio (eu já tinha embebedado antes, mas não ao ponto de não conseguir chegar no carro, pegar o volante e dirigir).
- Fiz duas grandes viagens. Uma entre amiga e ex-amiga, para Fortaleza. Outra com pai e irmão, para Buenos Aires.
- Roubei um ficante de uma colega de sala.
- Me descobri apaixonada por essa figura divertida, alta, carinhosa, boba.
- Fiz uma festa de aniversário muito gostosa. Um churrasco, à noite, entre amigos.
- Fiquei amiga de 4 figurinhas da faculdade que mudaram muita coisa em mim.
- Comecei um novo namoro. Gostoso, divertido, cheio de altos e baixos, risos e choros, prazeres e sofrimentos. Completados 7 meses, no último dia 20.
- Viajamos juntos para uma praia.
- Tive crises terríveis de TPM, depressão ou algo que o valha.
- Comecei um tratamento com uma psiquiatra, mas com remédios fracos, que já foram substituídos por remédios naturais.
- Engordei 8Kg, desde que comecei a namorar.
- Troquei a armação do meu óculos, passei a ter uma cara de jornalista mesmo.
- Ganhei os 3 CD's originais do Los Hermanos, depois de ter recebido os 3 em cópias piratas, direto de Fortal. Ganhei um CD pirata de Seu Jorge, que nunca mais voltou a minha mão. Um CD de Jewel. Um DVD de Nação Zumbi. Entre outros.
- Conheci pessoas muito legais, do círculo de amizade do meu digníssimo namorado.
- Ganhei dele um celular de presente de Natal.
- Fui, pela primeira vez, a um estádio.
- Vi meu time ganhar algumas vezes e perder uma vez, o que lhe custou uma vaguinha na 1ª divisão.
- Aprendi a compartilhar meus planos com outra pessoa.
- Tive medo de olho grande e continuo tendo.
- Chorei nos braços dele. De saudade de quem me trouxe ao mundo, por causa dele e por motivos variados.
- Gritei, briguei, comprei sapatos, fiz mechas douradas no cabelo.
- Viajei no carnaval para um lugar tranqüilo e no São João para um lugar agitado.
- Passei seis meses sem comer Bib's Gateou.
- Conheci o sofrimento de se sentir traída. Tentei superar, aliás tento até hoje.
- Aprendi a ser fiel.
- Assisti muito Rock Gol na MTV.
- Comprei uma bolsa verde que eu adooooooooro.
- Aliás, descobri no verde a minha cor preferida.
- Comecei um curso de editoração.
- Comprei uma agenda laranja e uma sandália rosa no último dia do ano.
- Decidi que quero morar sozinha.
- Ouvi e aprendi de samba como nunca tinha feito na minha vida inteira.
- Percebi de vez que ODEIO cerveja.
- Terminei uma amizade.
- Vi uma amiga-irmã perder alguém que amava muito.
- Vi pessoas traindo e sendo traídas.
- Passei a usar biquini, ao invés de maiô, por insistência do digníssimo.
- Fui a um motel pela primeira vez na vida.
- Larguei uma matéria de uma das faculdades.
- Passei direto na outra.
- Passei a virada de ano num clube, com um vestido verde de detalhe branco e rosa, acompanhada do meu namorado, que tb estava de verde, e outros amigos. Fomos considerados "os verdinhos".
Muitas coisas aconteceram. Algumas foram tão intensas, que nunca poderão ser externadas. Outras tão internas, que se escondem até de mim. Uma coisa é certa: esse foi um ano de grandes mudanças, grandes alegrias e insistentes tristezas para mim.
- Acabou-se (afinal de contas, nem ele acabou nem eu acabei) um namoro forte de tempos. E foi um fim definitivo, pela primeira vez em dois anos e meio.
- Eu me vi obrigada a me reerguer e, dessa vez, preferi que fosse sozinha.
- Procurei uma terapeuta para um auto conhecimento e para trabalhar coisas já arraigadas em mim.
- Comecei a me conhecer melhor e a separar o que é meu do que é da minha família.
- Me descobri uma menina mais leve, que gosta das coisas harmoniosas, que procura amor em tudo e que, ainda assim, tem medo de amar e ser amada.
- Tomei um grande porre, em meados de maio (eu já tinha embebedado antes, mas não ao ponto de não conseguir chegar no carro, pegar o volante e dirigir).
- Fiz duas grandes viagens. Uma entre amiga e ex-amiga, para Fortaleza. Outra com pai e irmão, para Buenos Aires.
- Roubei um ficante de uma colega de sala.
- Me descobri apaixonada por essa figura divertida, alta, carinhosa, boba.
- Fiz uma festa de aniversário muito gostosa. Um churrasco, à noite, entre amigos.
- Fiquei amiga de 4 figurinhas da faculdade que mudaram muita coisa em mim.
- Comecei um novo namoro. Gostoso, divertido, cheio de altos e baixos, risos e choros, prazeres e sofrimentos. Completados 7 meses, no último dia 20.
- Viajamos juntos para uma praia.
- Tive crises terríveis de TPM, depressão ou algo que o valha.
- Comecei um tratamento com uma psiquiatra, mas com remédios fracos, que já foram substituídos por remédios naturais.
- Engordei 8Kg, desde que comecei a namorar.
- Troquei a armação do meu óculos, passei a ter uma cara de jornalista mesmo.
- Ganhei os 3 CD's originais do Los Hermanos, depois de ter recebido os 3 em cópias piratas, direto de Fortal. Ganhei um CD pirata de Seu Jorge, que nunca mais voltou a minha mão. Um CD de Jewel. Um DVD de Nação Zumbi. Entre outros.
- Conheci pessoas muito legais, do círculo de amizade do meu digníssimo namorado.
- Ganhei dele um celular de presente de Natal.
- Fui, pela primeira vez, a um estádio.
- Vi meu time ganhar algumas vezes e perder uma vez, o que lhe custou uma vaguinha na 1ª divisão.
- Aprendi a compartilhar meus planos com outra pessoa.
- Tive medo de olho grande e continuo tendo.
- Chorei nos braços dele. De saudade de quem me trouxe ao mundo, por causa dele e por motivos variados.
- Gritei, briguei, comprei sapatos, fiz mechas douradas no cabelo.
- Viajei no carnaval para um lugar tranqüilo e no São João para um lugar agitado.
- Passei seis meses sem comer Bib's Gateou.
- Conheci o sofrimento de se sentir traída. Tentei superar, aliás tento até hoje.
- Aprendi a ser fiel.
- Assisti muito Rock Gol na MTV.
- Comprei uma bolsa verde que eu adooooooooro.
- Aliás, descobri no verde a minha cor preferida.
- Comecei um curso de editoração.
- Comprei uma agenda laranja e uma sandália rosa no último dia do ano.
- Decidi que quero morar sozinha.
- Ouvi e aprendi de samba como nunca tinha feito na minha vida inteira.
- Percebi de vez que ODEIO cerveja.
- Terminei uma amizade.
- Vi uma amiga-irmã perder alguém que amava muito.
- Vi pessoas traindo e sendo traídas.
- Passei a usar biquini, ao invés de maiô, por insistência do digníssimo.
- Fui a um motel pela primeira vez na vida.
- Larguei uma matéria de uma das faculdades.
- Passei direto na outra.
- Passei a virada de ano num clube, com um vestido verde de detalhe branco e rosa, acompanhada do meu namorado, que tb estava de verde, e outros amigos. Fomos considerados "os verdinhos".
Muitas coisas aconteceram. Algumas foram tão intensas, que nunca poderão ser externadas. Outras tão internas, que se escondem até de mim. Uma coisa é certa: esse foi um ano de grandes mudanças, grandes alegrias e insistentes tristezas para mim.
sábado, dezembro 18, 2004
Um sonho. Algo que ficou na lembrança. Até hoje consigo lembrar. Mas já vagamente. Minha amiga grávida, um castelo, uma praia...não, não...uma LINDA praia. Amigos a mil: Rico, Manuca e afins. Chôro, muito chôro. Não me adaptava à mudança.
E as coisas foram ficando claras. Não imaginava que aquelas bobas lembranças da infância ainda me causavam tormento. Chega a ser impressionante. E eu guardei tudo na memória. Com vergonha, mas guardei.
Meu inconsciente gritou durante dias. Eu fingia não ouvir. Até que ficou insuportável. Agora, sim, sei o que acontece. Agora, sim, posso saber o que ele queria me dizer. Agora, sim, conheço a razão de tanta falta de amor....
Mas eu era uma criança. só uma criança...
E as coisas foram ficando claras. Não imaginava que aquelas bobas lembranças da infância ainda me causavam tormento. Chega a ser impressionante. E eu guardei tudo na memória. Com vergonha, mas guardei.
Meu inconsciente gritou durante dias. Eu fingia não ouvir. Até que ficou insuportável. Agora, sim, sei o que acontece. Agora, sim, posso saber o que ele queria me dizer. Agora, sim, conheço a razão de tanta falta de amor....
Mas eu era uma criança. só uma criança...
A mim falta a graciosidade. A desenvoltura. O jeito de andar adequado. Um bumbum maior. Conhecer mais lugares. Conhecer mais pessoas legais. Beber cerveja. Cabelos mais cacheados. Uma pele mais lisa. Uma testa menor. Um jeito mais ousado de vestir. Calcinhas menores. Conhecer mais sobre filmes. Ler mais. Saber mais de história. Saber lidar com as pessoas de forma mais amena. Aceitar os defeitos do próximo. Ter uma família de esquerda.
A mim falta tanto.
E, por isso, não é válido ficar comigo.
A mim falta tanto.
E, por isso, não é válido ficar comigo.
sexta-feira, novembro 26, 2004
Eu estou mudando. As pessoas sempre estão mudando. Pelo menos, eu sempre estou. É engraçado quando eu penso nas coisas que eu gostava há alguns anos e o que eu gosto hoje. Já fui mais da noite, hoje adoro a luz do dia. Já adorei um dia fechado, de chuva, hoje adoro um sol torrando minha cabeça. Eu sou assim. Pouco constante. Mas sempre intensa.
O que pouco muda em mim é esse medo. Esse medo de viver. Esse receio de me machucar, numa esquina qualquer, dada mãos com alguém conhecido, de uma forma inesperada, até pelas costas.
Me protejo. Me defendo. Me escondo. Não sei me sentir acuada. Gosto de controlar. Meus sentimentos são controlados por esse medo. E eu posso gostar num dia e deixar de gostar no dia seguinte. Eu sou assim.
O que pouco muda em mim é esse medo. Esse medo de viver. Esse receio de me machucar, numa esquina qualquer, dada mãos com alguém conhecido, de uma forma inesperada, até pelas costas.
Me protejo. Me defendo. Me escondo. Não sei me sentir acuada. Gosto de controlar. Meus sentimentos são controlados por esse medo. E eu posso gostar num dia e deixar de gostar no dia seguinte. Eu sou assim.
segunda-feira, novembro 22, 2004
sábado, novembro 20, 2004
Saudades do teu cuidado, do teu carinho. Às vezes me pergunto pq foste tirada de mim! Pq eu deixei que vc fosse embora. Lembro do teu corpo. Cada partezinha dele. Tuas pernas cheias, teu braço gordinho, tua bochecha macia, aquele sinalzinho que tinhas nas costas. Espero que estejas bem. Sinto sua falta. Sinto MUITO a sua falta. Queria tanto um abraço teu agora!!!!
Te amo! E sempre te amarei!
Te amo! E sempre te amarei!
quarta-feira, novembro 17, 2004
E eu descobri prazer em outras coisas. Prazer em estar longe da minha vida real (é...isso sempre me deu prazer, pra ser sincera). Prazer de dividir o quarto com os dois principais homens da minha vida, meu pai e meu irmão. Prazer em andar, rir, conhecer, conversar, tomar um chocolate quente.
Foram tantas novidades. E, de repente, a vida mostrou que tem outros sentidos. Coisas que eu não contava me deram felicidade. Aprendi a ver a vida e seu sentido de outra forma. E, por isso, mudei. Mais do que eu esperava. Na verdade, esperava quase nada dessa viagem. Me surpreendeu.
Foram tantas novidades. E, de repente, a vida mostrou que tem outros sentidos. Coisas que eu não contava me deram felicidade. Aprendi a ver a vida e seu sentido de outra forma. E, por isso, mudei. Mais do que eu esperava. Na verdade, esperava quase nada dessa viagem. Me surpreendeu.
Essa sou eu. Uma confusão de sensações, um reequilibrio de sentimentos, uma explosão de temores e um amor com medo. E assim vou. Dando um passo e esperando uma resposta. Uma foto, uma palavra, um ato qualquer que seja.
Eu sou a mesma de sempre. Um pouco melhor, em alguns aspectos. Bem pior, em outros. Amo e espero ser amada. Amo além do que me cerca. Amo pessoas distantes, pessoas que já foram, pessoas que mal me conhecem.
Sou racional. E descubri isso há pouco. Sempre me achei emocional. Que nada...faço escolhas, meço conseqüências, penso nas possibilidades. Sou racional.
Eu mudo. Tento mudar. Tento ser feliz.
Eu sou a mesma de sempre. Um pouco melhor, em alguns aspectos. Bem pior, em outros. Amo e espero ser amada. Amo além do que me cerca. Amo pessoas distantes, pessoas que já foram, pessoas que mal me conhecem.
Sou racional. E descubri isso há pouco. Sempre me achei emocional. Que nada...faço escolhas, meço conseqüências, penso nas possibilidades. Sou racional.
Eu mudo. Tento mudar. Tento ser feliz.
Assinar:
Postagens (Atom)