2004 foi um ano de mudanças muito profundas e, por isso, merece um resumo, ainda que superficial:
- Acabou-se (afinal de contas, nem ele acabou nem eu acabei) um namoro forte de tempos. E foi um fim definitivo, pela primeira vez em dois anos e meio.
- Eu me vi obrigada a me reerguer e, dessa vez, preferi que fosse sozinha.
- Procurei uma terapeuta para um auto conhecimento e para trabalhar coisas já arraigadas em mim.
- Comecei a me conhecer melhor e a separar o que é meu do que é da minha família.
- Me descobri uma menina mais leve, que gosta das coisas harmoniosas, que procura amor em tudo e que, ainda assim, tem medo de amar e ser amada.
- Tomei um grande porre, em meados de maio (eu já tinha embebedado antes, mas não ao ponto de não conseguir chegar no carro, pegar o volante e dirigir).
- Fiz duas grandes viagens. Uma entre amiga e ex-amiga, para Fortaleza. Outra com pai e irmão, para Buenos Aires.
- Roubei um ficante de uma colega de sala.
- Me descobri apaixonada por essa figura divertida, alta, carinhosa, boba.
- Fiz uma festa de aniversário muito gostosa. Um churrasco, à noite, entre amigos.
- Fiquei amiga de 4 figurinhas da faculdade que mudaram muita coisa em mim.
- Comecei um novo namoro. Gostoso, divertido, cheio de altos e baixos, risos e choros, prazeres e sofrimentos. Completados 7 meses, no último dia 20.
- Viajamos juntos para uma praia.
- Tive crises terríveis de TPM, depressão ou algo que o valha.
- Comecei um tratamento com uma psiquiatra, mas com remédios fracos, que já foram substituídos por remédios naturais.
- Engordei 8Kg, desde que comecei a namorar.
- Troquei a armação do meu óculos, passei a ter uma cara de jornalista mesmo.
- Ganhei os 3 CD's originais do Los Hermanos, depois de ter recebido os 3 em cópias piratas, direto de Fortal. Ganhei um CD pirata de Seu Jorge, que nunca mais voltou a minha mão. Um CD de Jewel. Um DVD de Nação Zumbi. Entre outros.
- Conheci pessoas muito legais, do círculo de amizade do meu digníssimo namorado.
- Ganhei dele um celular de presente de Natal.
- Fui, pela primeira vez, a um estádio.
- Vi meu time ganhar algumas vezes e perder uma vez, o que lhe custou uma vaguinha na 1ª divisão.
- Aprendi a compartilhar meus planos com outra pessoa.
- Tive medo de olho grande e continuo tendo.
- Chorei nos braços dele. De saudade de quem me trouxe ao mundo, por causa dele e por motivos variados.
- Gritei, briguei, comprei sapatos, fiz mechas douradas no cabelo.
- Viajei no carnaval para um lugar tranqüilo e no São João para um lugar agitado.
- Passei seis meses sem comer Bib's Gateou.
- Conheci o sofrimento de se sentir traída. Tentei superar, aliás tento até hoje.
- Aprendi a ser fiel.
- Assisti muito Rock Gol na MTV.
- Comprei uma bolsa verde que eu adooooooooro.
- Aliás, descobri no verde a minha cor preferida.
- Comecei um curso de editoração.
- Comprei uma agenda laranja e uma sandália rosa no último dia do ano.
- Decidi que quero morar sozinha.
- Ouvi e aprendi de samba como nunca tinha feito na minha vida inteira.
- Percebi de vez que ODEIO cerveja.
- Terminei uma amizade.
- Vi uma amiga-irmã perder alguém que amava muito.
- Vi pessoas traindo e sendo traídas.
- Passei a usar biquini, ao invés de maiô, por insistência do digníssimo.
- Fui a um motel pela primeira vez na vida.
- Larguei uma matéria de uma das faculdades.
- Passei direto na outra.
- Passei a virada de ano num clube, com um vestido verde de detalhe branco e rosa, acompanhada do meu namorado, que tb estava de verde, e outros amigos. Fomos considerados "os verdinhos".
Muitas coisas aconteceram. Algumas foram tão intensas, que nunca poderão ser externadas. Outras tão internas, que se escondem até de mim. Uma coisa é certa: esse foi um ano de grandes mudanças, grandes alegrias e insistentes tristezas para mim.
Esse blog servirá como um tipo de terapia, através dele vou tentar exorcizar todos os males que me atingem, sejam eles meus ou não.Vou conseguir?!Não sei.
quarta-feira, janeiro 05, 2005
sábado, dezembro 18, 2004
Um sonho. Algo que ficou na lembrança. Até hoje consigo lembrar. Mas já vagamente. Minha amiga grávida, um castelo, uma praia...não, não...uma LINDA praia. Amigos a mil: Rico, Manuca e afins. Chôro, muito chôro. Não me adaptava à mudança.
E as coisas foram ficando claras. Não imaginava que aquelas bobas lembranças da infância ainda me causavam tormento. Chega a ser impressionante. E eu guardei tudo na memória. Com vergonha, mas guardei.
Meu inconsciente gritou durante dias. Eu fingia não ouvir. Até que ficou insuportável. Agora, sim, sei o que acontece. Agora, sim, posso saber o que ele queria me dizer. Agora, sim, conheço a razão de tanta falta de amor....
Mas eu era uma criança. só uma criança...
E as coisas foram ficando claras. Não imaginava que aquelas bobas lembranças da infância ainda me causavam tormento. Chega a ser impressionante. E eu guardei tudo na memória. Com vergonha, mas guardei.
Meu inconsciente gritou durante dias. Eu fingia não ouvir. Até que ficou insuportável. Agora, sim, sei o que acontece. Agora, sim, posso saber o que ele queria me dizer. Agora, sim, conheço a razão de tanta falta de amor....
Mas eu era uma criança. só uma criança...
A mim falta a graciosidade. A desenvoltura. O jeito de andar adequado. Um bumbum maior. Conhecer mais lugares. Conhecer mais pessoas legais. Beber cerveja. Cabelos mais cacheados. Uma pele mais lisa. Uma testa menor. Um jeito mais ousado de vestir. Calcinhas menores. Conhecer mais sobre filmes. Ler mais. Saber mais de história. Saber lidar com as pessoas de forma mais amena. Aceitar os defeitos do próximo. Ter uma família de esquerda.
A mim falta tanto.
E, por isso, não é válido ficar comigo.
A mim falta tanto.
E, por isso, não é válido ficar comigo.
sexta-feira, novembro 26, 2004
Eu estou mudando. As pessoas sempre estão mudando. Pelo menos, eu sempre estou. É engraçado quando eu penso nas coisas que eu gostava há alguns anos e o que eu gosto hoje. Já fui mais da noite, hoje adoro a luz do dia. Já adorei um dia fechado, de chuva, hoje adoro um sol torrando minha cabeça. Eu sou assim. Pouco constante. Mas sempre intensa.
O que pouco muda em mim é esse medo. Esse medo de viver. Esse receio de me machucar, numa esquina qualquer, dada mãos com alguém conhecido, de uma forma inesperada, até pelas costas.
Me protejo. Me defendo. Me escondo. Não sei me sentir acuada. Gosto de controlar. Meus sentimentos são controlados por esse medo. E eu posso gostar num dia e deixar de gostar no dia seguinte. Eu sou assim.
O que pouco muda em mim é esse medo. Esse medo de viver. Esse receio de me machucar, numa esquina qualquer, dada mãos com alguém conhecido, de uma forma inesperada, até pelas costas.
Me protejo. Me defendo. Me escondo. Não sei me sentir acuada. Gosto de controlar. Meus sentimentos são controlados por esse medo. E eu posso gostar num dia e deixar de gostar no dia seguinte. Eu sou assim.
segunda-feira, novembro 22, 2004
sábado, novembro 20, 2004
Saudades do teu cuidado, do teu carinho. Às vezes me pergunto pq foste tirada de mim! Pq eu deixei que vc fosse embora. Lembro do teu corpo. Cada partezinha dele. Tuas pernas cheias, teu braço gordinho, tua bochecha macia, aquele sinalzinho que tinhas nas costas. Espero que estejas bem. Sinto sua falta. Sinto MUITO a sua falta. Queria tanto um abraço teu agora!!!!
Te amo! E sempre te amarei!
Te amo! E sempre te amarei!
quarta-feira, novembro 17, 2004
E eu descobri prazer em outras coisas. Prazer em estar longe da minha vida real (é...isso sempre me deu prazer, pra ser sincera). Prazer de dividir o quarto com os dois principais homens da minha vida, meu pai e meu irmão. Prazer em andar, rir, conhecer, conversar, tomar um chocolate quente.
Foram tantas novidades. E, de repente, a vida mostrou que tem outros sentidos. Coisas que eu não contava me deram felicidade. Aprendi a ver a vida e seu sentido de outra forma. E, por isso, mudei. Mais do que eu esperava. Na verdade, esperava quase nada dessa viagem. Me surpreendeu.
Foram tantas novidades. E, de repente, a vida mostrou que tem outros sentidos. Coisas que eu não contava me deram felicidade. Aprendi a ver a vida e seu sentido de outra forma. E, por isso, mudei. Mais do que eu esperava. Na verdade, esperava quase nada dessa viagem. Me surpreendeu.
Essa sou eu. Uma confusão de sensações, um reequilibrio de sentimentos, uma explosão de temores e um amor com medo. E assim vou. Dando um passo e esperando uma resposta. Uma foto, uma palavra, um ato qualquer que seja.
Eu sou a mesma de sempre. Um pouco melhor, em alguns aspectos. Bem pior, em outros. Amo e espero ser amada. Amo além do que me cerca. Amo pessoas distantes, pessoas que já foram, pessoas que mal me conhecem.
Sou racional. E descubri isso há pouco. Sempre me achei emocional. Que nada...faço escolhas, meço conseqüências, penso nas possibilidades. Sou racional.
Eu mudo. Tento mudar. Tento ser feliz.
Eu sou a mesma de sempre. Um pouco melhor, em alguns aspectos. Bem pior, em outros. Amo e espero ser amada. Amo além do que me cerca. Amo pessoas distantes, pessoas que já foram, pessoas que mal me conhecem.
Sou racional. E descubri isso há pouco. Sempre me achei emocional. Que nada...faço escolhas, meço conseqüências, penso nas possibilidades. Sou racional.
Eu mudo. Tento mudar. Tento ser feliz.
quinta-feira, outubro 28, 2004
Vai gostar de sofrer assim lá na casa do cara...mba! Poutz! Tou muito maumorzão, a menstruação não chega e ainda contamino os que me circundam. Nem pareço aquela menina alegre e saltitante, que faz piada com qualquer besteira, fala sozinha e ri feito uma besta com a musiquinha "Vamos dar um susto em Dona Ceta!! Buuuuu...Ceta! Buuuu...Ceta.". Eu acabo criando uma aversão ao que me deixa tão pra baixo. Vou me afastanto, me afastando, me afastando. Quando percebo, já estou por demais distante. E assim se repete.
Tenho pressa em viver. Quero agora. Urgente. Não posso esperar.
Sou assim: apressada, intensa, desconfiada.
Só sei amar pela metade. Se não for pela metade, complico tudo. E é assim que tem sido: complicado, doloroso, desgastante. Tenho medo que simplesmente desgaste. Mas entrego a Deus. Não quero que seja como EU quero. Quero que seja como NÓS construirmos e como Deus abençoar.
Amém (Assim seja).
Sou assim: apressada, intensa, desconfiada.
Só sei amar pela metade. Se não for pela metade, complico tudo. E é assim que tem sido: complicado, doloroso, desgastante. Tenho medo que simplesmente desgaste. Mas entrego a Deus. Não quero que seja como EU quero. Quero que seja como NÓS construirmos e como Deus abençoar.
Amém (Assim seja).
Não há uma razão. As coisas simplesmente estão ruins. Meu coração tá apertado. Meu estômago reclama. "É a honra", ela diz. "Han?". "O incômodo no estômago, é a honra". Mas o que minha honra reclama? O que eu reclamo? Não há resposta. As coisas simplesmente estão.
Talvez se eu levar as coisas menos a sério. Talvez se eu mudar meu modo de ver a vida. Talvez se eu perceber que as relações devem ser levadas de outra forma. Não sei. Tanto talvez! Talvez isso passe e nada mude, as coisas simplesmente se acertem...pq têm que se acertar ou pq eu me empenhe pra isso. Talvez isso se acabe, de forma trágica, com data marcada, em um dezembro do ano que corre.
E certezas? Quais eu tenho?! Nenhuma!
E isso tudo me atropela, me incomoda e tira o meu vigor. Juro que tenho tentado. Mas essa sou eu e, quase num desespero calado, canto "Eu não vou mudar não". Mas é um canto incompleto, falta o pedido: "Não vão embora daqui.(...)Não solta da minha mão".
Eu quero mudar tudo isso. Não quero continuar com esse aperto no peito, essa voz entalada, esse sorriso escondido e esse coração machucado. Eu quero poder gritar aos quatro cantos que o peso passou, que foi só um susto e as coisas voltaram ao seus devidos lugares.
Há quanto tempo não digo isso, hein? Vai fazer 2 meses já. Já pensei em tudo, em nada. Pode ser só uma coisa infundada. Ou não.
A cada dia, sinto mais vontade de ouvir meu coração. Será que é tudo em vão? Será que não passa de uma besteira de um coração velho, bobo e chato? Talvez.
Talvez se eu levar as coisas menos a sério. Talvez se eu mudar meu modo de ver a vida. Talvez se eu perceber que as relações devem ser levadas de outra forma. Não sei. Tanto talvez! Talvez isso passe e nada mude, as coisas simplesmente se acertem...pq têm que se acertar ou pq eu me empenhe pra isso. Talvez isso se acabe, de forma trágica, com data marcada, em um dezembro do ano que corre.
E certezas? Quais eu tenho?! Nenhuma!
E isso tudo me atropela, me incomoda e tira o meu vigor. Juro que tenho tentado. Mas essa sou eu e, quase num desespero calado, canto "Eu não vou mudar não". Mas é um canto incompleto, falta o pedido: "Não vão embora daqui.(...)Não solta da minha mão".
Eu quero mudar tudo isso. Não quero continuar com esse aperto no peito, essa voz entalada, esse sorriso escondido e esse coração machucado. Eu quero poder gritar aos quatro cantos que o peso passou, que foi só um susto e as coisas voltaram ao seus devidos lugares.
Há quanto tempo não digo isso, hein? Vai fazer 2 meses já. Já pensei em tudo, em nada. Pode ser só uma coisa infundada. Ou não.
A cada dia, sinto mais vontade de ouvir meu coração. Será que é tudo em vão? Será que não passa de uma besteira de um coração velho, bobo e chato? Talvez.
terça-feira, outubro 26, 2004
Adoro escrever coisas sobre mim, me caracterizar, responder aqueles questionários bobos que nos passam por e-mail.
Eu sou Izabel. Tenho 21, não tão bem vividos. Mesmo assim, amo a vida. Queria saber aproveitar um pouco mais. Sou extremamente competitiva. Quero ser sempre "A mais". A mais legal, a mais falante, a mais geniosa, a mais tudo. ADORO fazer amigos, conhecer visões diferentes da minha, conhecer mundos diferentes do meu, cidades, países, culturas, línguas, jogos, revistas. Tenho dificuldade em me concentrar numa coisa só por muito tempo, por isso raramente termino de ler um livro (a maioria eu largo no último capítulo), meus namoros duram pouco (até um certo Vitor queimar minha língua) e não consigo prestar atenção em aulas. Sempre quis formar uma família. Mas não gosto de ser muito convencional. Sempre achei que nunca amaria de verdade, tenho dificuldade em confiar nas pessoas e minhas paixões são mais rápidas que foguete da NASA. Mas minha vida é feita de dualidade, contradição. Eu sou marcada por 2 lados que vivem em claro conflito (qualquer pessoa que se torne íntima percebe isso). Tenho fases. Fases bem opostas.
Meu dualismo me faz "estar" e não "ser". Poucas coisas em mim são estáveis. Se bem que eu tenho lutado por um pouco mais de estabilidade no meu interior (e tenho conseguido!!!).
No fundo, todos nós queremos um pouco de amor e paz, né? E é isso que eu tenho buscado, mesmo que às vezes de forma errada.
Eu sou Izabel. Tenho 21, não tão bem vividos. Mesmo assim, amo a vida. Queria saber aproveitar um pouco mais. Sou extremamente competitiva. Quero ser sempre "A mais". A mais legal, a mais falante, a mais geniosa, a mais tudo. ADORO fazer amigos, conhecer visões diferentes da minha, conhecer mundos diferentes do meu, cidades, países, culturas, línguas, jogos, revistas. Tenho dificuldade em me concentrar numa coisa só por muito tempo, por isso raramente termino de ler um livro (a maioria eu largo no último capítulo), meus namoros duram pouco (até um certo Vitor queimar minha língua) e não consigo prestar atenção em aulas. Sempre quis formar uma família. Mas não gosto de ser muito convencional. Sempre achei que nunca amaria de verdade, tenho dificuldade em confiar nas pessoas e minhas paixões são mais rápidas que foguete da NASA. Mas minha vida é feita de dualidade, contradição. Eu sou marcada por 2 lados que vivem em claro conflito (qualquer pessoa que se torne íntima percebe isso). Tenho fases. Fases bem opostas.
Meu dualismo me faz "estar" e não "ser". Poucas coisas em mim são estáveis. Se bem que eu tenho lutado por um pouco mais de estabilidade no meu interior (e tenho conseguido!!!).
No fundo, todos nós queremos um pouco de amor e paz, né? E é isso que eu tenho buscado, mesmo que às vezes de forma errada.
segunda-feira, outubro 25, 2004
Adoro escrever coisas sobre mim, me caracterizar, responder aqueles questionários bobos que nos passam por e-mail.
Eu sou Izabel. Tenho 21, não tão bem vividos. Mesmo assim, amo a vida. Queria saber aproveitar um pouco mais. Sou extremamente competitiva. Quero ser sempre "A mais". A mais legal, a mais falante, a mais geniosa, a mais tudo. ADORO fazer amigos, conhecer visões diferentes da minha, conhecer mundos diferentes do meu, cidades, países, culturas, línguas, jogos, revistas. Tenho dificuldade em me concentrar numa coisa só por muito tempo, por isso raramente termino de ler um livro (a maioria eu largo no último capítulo), meus namoros duram pouco (até um certo Vitor queimar minha língua) e não consigo prestar atenção em aulas. Sempre quis formar uma família. Mas não gosto de ser muito convencional. Sempre achei que nunca amaria de verdade, tenho dificuldade em confiar nas pessoas e minhas paixões são mais rápidas que foguete da NASA. Mas minha vida é feita de dualidade, contradição. Eu sou marcada por 2 lados que vivem em claro conflito (qualquer pessoa que se torne íntima percebe isso). Tenho fases. Fases bem opostas.
Meu dualismo me faz "estar" e não "ser". Poucas coisas em mim são estáveis. Se bem que eu tenho lutado por um pouco mais de estabilidade no meu interior (e tenho conseguido!!!).
No fundo, todos nós queremos um pouco de amor e paz, né? E é isso que eu tenho buscado, mesmo que às vezes de forma errada.
Eu sou Izabel. Tenho 21, não tão bem vividos. Mesmo assim, amo a vida. Queria saber aproveitar um pouco mais. Sou extremamente competitiva. Quero ser sempre "A mais". A mais legal, a mais falante, a mais geniosa, a mais tudo. ADORO fazer amigos, conhecer visões diferentes da minha, conhecer mundos diferentes do meu, cidades, países, culturas, línguas, jogos, revistas. Tenho dificuldade em me concentrar numa coisa só por muito tempo, por isso raramente termino de ler um livro (a maioria eu largo no último capítulo), meus namoros duram pouco (até um certo Vitor queimar minha língua) e não consigo prestar atenção em aulas. Sempre quis formar uma família. Mas não gosto de ser muito convencional. Sempre achei que nunca amaria de verdade, tenho dificuldade em confiar nas pessoas e minhas paixões são mais rápidas que foguete da NASA. Mas minha vida é feita de dualidade, contradição. Eu sou marcada por 2 lados que vivem em claro conflito (qualquer pessoa que se torne íntima percebe isso). Tenho fases. Fases bem opostas.
Meu dualismo me faz "estar" e não "ser". Poucas coisas em mim são estáveis. Se bem que eu tenho lutado por um pouco mais de estabilidade no meu interior (e tenho conseguido!!!).
No fundo, todos nós queremos um pouco de amor e paz, né? E é isso que eu tenho buscado, mesmo que às vezes de forma errada.
terça-feira, outubro 19, 2004
O POUCO QUE SOBROU
Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
eu acho que acabou
Mas eu vou cantar pra não cair
fingindo ser alguém
que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
o pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou
Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
eu acho que acabou
Mas eu vou cantar pra não cair
fingindo ser alguém
que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
o pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou
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