sexta-feira, novembro 26, 2004

Eu estou mudando. As pessoas sempre estão mudando. Pelo menos, eu sempre estou. É engraçado quando eu penso nas coisas que eu gostava há alguns anos e o que eu gosto hoje. Já fui mais da noite, hoje adoro a luz do dia. Já adorei um dia fechado, de chuva, hoje adoro um sol torrando minha cabeça. Eu sou assim. Pouco constante. Mas sempre intensa.
O que pouco muda em mim é esse medo. Esse medo de viver. Esse receio de me machucar, numa esquina qualquer, dada mãos com alguém conhecido, de uma forma inesperada, até pelas costas.
Me protejo. Me defendo. Me escondo. Não sei me sentir acuada. Gosto de controlar. Meus sentimentos são controlados por esse medo. E eu posso gostar num dia e deixar de gostar no dia seguinte. Eu sou assim.

segunda-feira, novembro 22, 2004

E já não fico tão abalada como antes. Já fui mais sensível a essas coisas. Hoje, não sou mais. Talvez eu tenha aprendido a lidar com o fim. Talvez eu já não me importe tanto com as coisas que ando perdendo.
Não é para sempre. Aliás, nada é para sempre.

sábado, novembro 20, 2004

Saudades do teu cuidado, do teu carinho. Às vezes me pergunto pq foste tirada de mim! Pq eu deixei que vc fosse embora. Lembro do teu corpo. Cada partezinha dele. Tuas pernas cheias, teu braço gordinho, tua bochecha macia, aquele sinalzinho que tinhas nas costas. Espero que estejas bem. Sinto sua falta. Sinto MUITO a sua falta. Queria tanto um abraço teu agora!!!!
Te amo! E sempre te amarei!

quarta-feira, novembro 17, 2004

E eu descobri prazer em outras coisas. Prazer em estar longe da minha vida real (é...isso sempre me deu prazer, pra ser sincera). Prazer de dividir o quarto com os dois principais homens da minha vida, meu pai e meu irmão. Prazer em andar, rir, conhecer, conversar, tomar um chocolate quente.
Foram tantas novidades. E, de repente, a vida mostrou que tem outros sentidos. Coisas que eu não contava me deram felicidade. Aprendi a ver a vida e seu sentido de outra forma. E, por isso, mudei. Mais do que eu esperava. Na verdade, esperava quase nada dessa viagem. Me surpreendeu.
Essa sou eu. Uma confusão de sensações, um reequilibrio de sentimentos, uma explosão de temores e um amor com medo. E assim vou. Dando um passo e esperando uma resposta. Uma foto, uma palavra, um ato qualquer que seja.
Eu sou a mesma de sempre. Um pouco melhor, em alguns aspectos. Bem pior, em outros. Amo e espero ser amada. Amo além do que me cerca. Amo pessoas distantes, pessoas que já foram, pessoas que mal me conhecem.
Sou racional. E descubri isso há pouco. Sempre me achei emocional. Que nada...faço escolhas, meço conseqüências, penso nas possibilidades. Sou racional.
Eu mudo. Tento mudar. Tento ser feliz.

segunda-feira, novembro 08, 2004

quinta-feira, outubro 28, 2004

Diz que a gente sempre foi um par...
"Deus sabe, o que eu quis foi te proteger do perigo maior que é você."

Acho que tenho cantado isso. Tenho tentado me proteger de mim mesma. Nós somos, com certeza, nossos piores inimigos.
Me sinto distante. Cada dia mais distante. É ruim. Mas talvez as coisas tenham que ser assim.
Vai gostar de sofrer assim lá na casa do cara...mba! Poutz! Tou muito maumorzão, a menstruação não chega e ainda contamino os que me circundam. Nem pareço aquela menina alegre e saltitante, que faz piada com qualquer besteira, fala sozinha e ri feito uma besta com a musiquinha "Vamos dar um susto em Dona Ceta!! Buuuuu...Ceta! Buuuu...Ceta.". Eu acabo criando uma aversão ao que me deixa tão pra baixo. Vou me afastanto, me afastando, me afastando. Quando percebo, já estou por demais distante. E assim se repete.
Tenho pressa em viver. Quero agora. Urgente. Não posso esperar.
Sou assim: apressada, intensa, desconfiada.
Só sei amar pela metade. Se não for pela metade, complico tudo. E é assim que tem sido: complicado, doloroso, desgastante. Tenho medo que simplesmente desgaste. Mas entrego a Deus. Não quero que seja como EU quero. Quero que seja como NÓS construirmos e como Deus abençoar.
Amém (Assim seja).
Não há uma razão. As coisas simplesmente estão ruins. Meu coração tá apertado. Meu estômago reclama. "É a honra", ela diz. "Han?". "O incômodo no estômago, é a honra". Mas o que minha honra reclama? O que eu reclamo? Não há resposta. As coisas simplesmente estão.
Talvez se eu levar as coisas menos a sério. Talvez se eu mudar meu modo de ver a vida. Talvez se eu perceber que as relações devem ser levadas de outra forma. Não sei. Tanto talvez! Talvez isso passe e nada mude, as coisas simplesmente se acertem...pq têm que se acertar ou pq eu me empenhe pra isso. Talvez isso se acabe, de forma trágica, com data marcada, em um dezembro do ano que corre.
E certezas? Quais eu tenho?! Nenhuma!
E isso tudo me atropela, me incomoda e tira o meu vigor. Juro que tenho tentado. Mas essa sou eu e, quase num desespero calado, canto "Eu não vou mudar não". Mas é um canto incompleto, falta o pedido: "Não vão embora daqui.(...)Não solta da minha mão".
Eu quero mudar tudo isso. Não quero continuar com esse aperto no peito, essa voz entalada, esse sorriso escondido e esse coração machucado. Eu quero poder gritar aos quatro cantos que o peso passou, que foi só um susto e as coisas voltaram ao seus devidos lugares.
Há quanto tempo não digo isso, hein? Vai fazer 2 meses já. Já pensei em tudo, em nada. Pode ser só uma coisa infundada. Ou não.
A cada dia, sinto mais vontade de ouvir meu coração. Será que é tudo em vão? Será que não passa de uma besteira de um coração velho, bobo e chato? Talvez.

terça-feira, outubro 26, 2004

Adoro escrever coisas sobre mim, me caracterizar, responder aqueles questionários bobos que nos passam por e-mail.
Eu sou Izabel. Tenho 21, não tão bem vividos. Mesmo assim, amo a vida. Queria saber aproveitar um pouco mais. Sou extremamente competitiva. Quero ser sempre "A mais". A mais legal, a mais falante, a mais geniosa, a mais tudo. ADORO fazer amigos, conhecer visões diferentes da minha, conhecer mundos diferentes do meu, cidades, países, culturas, línguas, jogos, revistas. Tenho dificuldade em me concentrar numa coisa só por muito tempo, por isso raramente termino de ler um livro (a maioria eu largo no último capítulo), meus namoros duram pouco (até um certo Vitor queimar minha língua) e não consigo prestar atenção em aulas. Sempre quis formar uma família. Mas não gosto de ser muito convencional. Sempre achei que nunca amaria de verdade, tenho dificuldade em confiar nas pessoas e minhas paixões são mais rápidas que foguete da NASA. Mas minha vida é feita de dualidade, contradição. Eu sou marcada por 2 lados que vivem em claro conflito (qualquer pessoa que se torne íntima percebe isso). Tenho fases. Fases bem opostas.
Meu dualismo me faz "estar" e não "ser". Poucas coisas em mim são estáveis. Se bem que eu tenho lutado por um pouco mais de estabilidade no meu interior (e tenho conseguido!!!).
No fundo, todos nós queremos um pouco de amor e paz, né? E é isso que eu tenho buscado, mesmo que às vezes de forma errada.

segunda-feira, outubro 25, 2004

Adoro escrever coisas sobre mim, me caracterizar, responder aqueles questionários bobos que nos passam por e-mail.
Eu sou Izabel. Tenho 21, não tão bem vividos. Mesmo assim, amo a vida. Queria saber aproveitar um pouco mais. Sou extremamente competitiva. Quero ser sempre "A mais". A mais legal, a mais falante, a mais geniosa, a mais tudo. ADORO fazer amigos, conhecer visões diferentes da minha, conhecer mundos diferentes do meu, cidades, países, culturas, línguas, jogos, revistas. Tenho dificuldade em me concentrar numa coisa só por muito tempo, por isso raramente termino de ler um livro (a maioria eu largo no último capítulo), meus namoros duram pouco (até um certo Vitor queimar minha língua) e não consigo prestar atenção em aulas. Sempre quis formar uma família. Mas não gosto de ser muito convencional. Sempre achei que nunca amaria de verdade, tenho dificuldade em confiar nas pessoas e minhas paixões são mais rápidas que foguete da NASA. Mas minha vida é feita de dualidade, contradição. Eu sou marcada por 2 lados que vivem em claro conflito (qualquer pessoa que se torne íntima percebe isso). Tenho fases. Fases bem opostas.
Meu dualismo me faz "estar" e não "ser". Poucas coisas em mim são estáveis. Se bem que eu tenho lutado por um pouco mais de estabilidade no meu interior (e tenho conseguido!!!).
No fundo, todos nós queremos um pouco de amor e paz, né? E é isso que eu tenho buscado, mesmo que às vezes de forma errada.

terça-feira, outubro 19, 2004

Não sei. Não sei mesmo. Não gosto de nada pela metade. Nada.
O POUCO QUE SOBROU

Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
eu acho que acabou
Mas eu vou cantar pra não cair
fingindo ser alguém
que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
o pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou

terça-feira, outubro 12, 2004

My immortal

I'm so tired of being here
suppressed by all of my childish fears
and if you have to leave
I wish that you would just leave
because your presence still lingers here
and it won't leave me alone

these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase

when you cried I'd wipe away all of your tears
when you'd scream I'd fight away all of your fears
and I've held your hand through all of these years
but you still have all of me

you used to captivate me
by your resonating light
but now I'm bound by the life you left behind
your face it haunts my once pleasant dreams
your voice it chased away all the sanity in me

these wounds won't seem to heal
this pain is just too real
there's just too much that time cannot erase

when you cried I'd wipe away all of your tears
when you'd scream I'd fight away all of your fears
and I've held your hand through all of these years
but you still have all of me

I've tried so hard to tell myself that you're gone
and though you're still with me

I've been alone all along

quinta-feira, outubro 07, 2004

Tenho um coraçãozinho na defensiva, mas cheio de amor pra dar. Sei muito pouco sobre o doar-se. Mas tento. E tento sempre.
"Ah vai...me diz o que é o sossego, que eu te mostro alguém a fim de te acompanhar..."
Algumas pessoas ficarão marcadas para sempre na minha vida. Marcadas pelo que elas foram, significaram para mim. Conto nos dedos as pessoas que me dão uma sensação de segurança plena. Duas delas não estão ao meu lado agora. Sinto falta, muita falta. Choro.
É tão ruim não tê-los por perto. Tão ruim. Só queria que vocês soubessem.