se for preciso, eu crio alguma máquina mais rápida que a dúvida, mais súbita que a lágrima. viajo a toda força e, num instante de saudade e dor, eu chego pra dizer que eu vim te ver.
Esse blog servirá como um tipo de terapia, através dele vou tentar exorcizar todos os males que me atingem, sejam eles meus ou não.Vou conseguir?!Não sei.
quarta-feira, junho 20, 2018
quinta-feira, junho 14, 2018
vida
Em alguns momentos
O coração parece não caber
Parece não saber
Parece não dizer
Confuso, amplo, disposto
Quer muito
Quer mais
Quer ser
Imagem: Rafael Edwards
quarta-feira, junho 13, 2018
Repetindo à exaustão
senta aqui do lado
e tira logo a roupa
esquece o que não importa
nem vamos conversar
segunda-feira, junho 11, 2018
Um (re)encontro pela tecnologia. Vi seu nome entre os visitantes e a curiosidade me consumiu: - Por que me procura? - Por onde anda? - O que lembra de mim? - O que tem a ensinar à mulher que sou hoje? Junto com as perguntas, as lembranças: os livros, o jeito mais sábio de falar, o poliglotismo, o francês, o alemão, as fotos, a engenharia, a lógica. Parecia um mundo a desbravar e degustar em doses diárias de sorrisos. Sorrisos que atravessariam o oceano e nos dariam alento mútuo, sem preocupações, cobranças, sem peso. De repente, uma abrupta ruptura. Uma reação minha e a resposta veio de lá. OK. Vamos parar por aqui. Ele disse com um ponto final. Sem mais possibilidades de contato, me restou remoer as últimas horas e as lembranças. Me expliquei, mas ele não quis ler. Deve ter seus motivos. Entristeci. Entristeci pelo livro que não li, pelos sorrisos que não mais trocaremos, pela cerveja que não tomaremos, pelas fotos que não compartilharemos. Pelo que deixarei de aprender, pelas curiosidades que não foram sequer perguntadas.
Mas algo de transformador ficou em mim. A lembrança de quem eu fui e abandonei. Os desejos que eu havia enterrado. Uma coragem e um desejo de aventura que são muito importantes neste momento. Ele não sabe, mas, sem querer, me transformou. Deu um empurrão para que eu pudesse reencontrar um lado sufocado. Como são bons os encontros e desencontros que nos tiram do eixo, que nos deixam em um caos interno.Era para ser leve
quinta-feira, fevereiro 26, 2015
Coração apertadinho. Queria que você fosse o ideal, aquilo que eu esperava de uma união. Com você vivi momentos únicos (tristes e alegres). Aborto, Europa, viagens de carro (mais de 5 mil KM), medo de avião, tratamentos médicos, choros, sorrisos, moqueca de siri, comidas gostosas, provas de concurso, trabalhos novos. Puxa...tantas coisas boas, mas, ao mesmo tempo, tanto me faz falta. Me faz falta um jeito mais firme (e amoroso). uma disposição para ter amigos. a vontade de conhecer pessoas. o raciocínio rápido. o bom humor para lidar com perdas, tristezas, derrotas. a desenvoltura social. o otimismo. a fé na vida. a disposição de ouvir músicas diferentes. uma visão moderna. menos tradicionalismo. a vontade de rodar o mundo atrás de shows.
E nessas faltas eu mergulho, sempre me questionando: será você? E nós, que já andamos tanto. Como nos separaríamos? Como sou eu sem você?
sexta-feira, janeiro 30, 2015
Como é difícil. Coração dividido. Como é difícil. Sonho todas as noites com você. Como é difícil. Há muito, você não é mais meu. Como é difícil. Há muito, já não sou mais sua.
Estranha a minha constância em falar e reviver você. Acho que melhor é apagar, deixar, esquecer, cicatrizar, matar, deixar morrer.
quarta-feira, outubro 30, 2013
domingo, dezembro 18, 2011
sábado, novembro 26, 2011
Fui passar o tempo no shopping ontem à noite e aproveitei para fazer compras. Como há muito estou acima do peso (embora meu IMC permaneça no 29,9...rs), só entro em lojas de departamento. Não vou mais a marca nenhuma para ouvir da atendente: "só trabalhamos com a numeração até 42, senhora". Na loja de departamento, catei todos os Gs, GGs e 46 lindos que vi pela frente. Uns ficaram folgados, mas a grande maioria ou não coube ou ficou incômoda na minha silhueta redonda. Perdi a paciência, atravessei o shopping e fui em outra loja de departamentos, mas, dessa vez, estava em busca de roupas para malhar. Embora minha disciplina beire o zero, vou continuar tentando. "Keep walking..."
Há algum tempo, quase fui mãe. Interrompi. Não falei sobre isso aqui, mas falei com os amigos mais próximos. A gravidez foi dolorosa, interromper, nem tanto. Difícil foi descobrir que não quero ser mãe tão cedo (apesar de já ter 28 anos) e que o homem que me acompanha não me parece ser um bom pai. Nós não merecíamos aquela criança. Sou egoísta para dividir meu espaço, seja com um homem, seja com uma criança. Adoro ter meu tempo livre e minha liberdade de ir para onde quero, como quero e quando quero. Nesse fim de ano, quando duas amigas que são mães resolveram acertar algo para a virada, me vi diante de um problema. Não quero estar com elas, não por elas, mas porque sempre levam seus filhos, sempre tem muito barulho, correria e dar atenção a criança.
Amo minha sobrinha, uma pequena calminha e risonha. Amo sentar e passar hoooooooooooooras com ela. Não gostaria da obrigação de acordar todos os dias para cuidar dela, mas adoro me dispor para passar o máximo de horas na companhia mais gostosa do mundo.
Incomoda não ser bem recebida quando estou triste (já que sou sempre a mais feliz do casal), incomoda a ideia de ter filhos e incomoda, também, a indecisão dele quanto a ter filhos. Incomoda a sombra da ex-mulher, o jeito inseguro, a baixa auto-estima, os problemas para resolver-se profissionalmente. Incomoda ter que perguntar sobre tudo, ter que respeitar o jeito caseiro dele. Já incomoda a ideia de ter que passar por uma briga por causa do carnaval - e eu quero sair sem ele. Incomoda a dependência financeira da mãe, os bens que ficaram com a ex-mulher e a passividade diante de tudo isso. Incomoda que eu o ame, mas não me sinta segura perto dele. Sinto que, em qualquer momento difícil, pode dar um problema, ele se fechar e se afastar de mim.
Por mais que os planos de casamento existam, eu ainda insisto em atrasá-los. Como sempre foi...
Um dia, encontrei o homem da minha vida, como eu sonhava (apesar dos muitos defeitos). Noutro dia, isso é tudo uma ilusão, esse cara não vai me fazer feliz e, além de tudo, rola uma desconfiança muito desconfortável. Às vezes penso que não nasci para casar, mesmo já tendo juntado as roupas em um só guarda-roupa.
quarta-feira, outubro 26, 2011
Letras me ensinaram a ser mulher. De músicas, livros, revistas. Engraçado como busco respostas em um livro como 'Mulheres que correm com lobos', que me foi indicado através desse blog, em revistas, como a TPM, e até a Vogue (creiam!). Mas não pareço boa aprendiz. Estou no meio de uma crise do meu comportamento como mulher. Uma coisa meio estranha. Sem saber fazer-me admirada, sem saber completar-me, satisfazer-me como esposa. Tenho exigido um tanto maior de mim e minha auto-estima dá sinais de que não aguentará essa barra comigo. E eu tenho faltado comigo mesma no meu papel de mulher. Sem respostas, sigo rastejando, procurando respostas, procurando cura, procurando acertar, quando, na verdade, tenho mais prejudicado o que está ao meu redor. Tudo e todos.
quinta-feira, agosto 04, 2011
Estava a pensar sobre quem sou como jornalista. Gosto de contar histórias. Sempre gostei. A sensação que tinha, quando criança, ao ver a expressão de surpresa na face das pessoas enquanto eu narrava o fato. Ah...isso me trazia alegria! A alegria de conseguir o que, hoje, eu conheço, no jargão profissional, como furo jornalístico. Eu havia chegado antes de todo mundo e tinha disseminado a notícia. Gosto de ver os fatos sendo contados de uma pessoa para outra, gosto de ver a notícia rolar solta. Mas tenho pavor da notícia sem responsabilidade. Talvez até por isso, não sei ser repórter, chegar na rua, insistir, perguntar, grudar, gritar, receber respostas grosseiras. Parece cômodo, mas é assim.
segunda-feira, junho 13, 2011
É, eu estou namorando. Não sei se faz uma semana (o tempo que foi oficializado em uma rede social), um mês, dois meses ou cinco meses (este é o tempo que temos ficado juntos, quase como namorados). Mas a verdade é que, por mais que eu sinta falta, goste da tua presença e te queira por perto, eu não te quero. Não quero você com seu passado, principalmente a marca mais suja e sórdida. Uma pessoa que insiste em voltar e importunar esse teu coração que nunca disse não aos desmandos dela. Eu até tento acalmar, confiar, prosseguir, mas você sempre demonstra que se importa mais consigo mesmo do que com qualquer coisa ou pessoa. No fundo, sinto falta de ser bem amada.
sexta-feira, abril 15, 2011
Não sei o que dói. Mas, talvez, o fato de você nunca ter lutado por mim. Eu sempre quis que lutasse, mas não o fez. E eu te provocava a dizer que estava a lutar. Mas eu sabia - embora não quisesse saber - que era mentira.
E se eu vou embora, você nem vem atrás, querendo, desejando, como fez com as outras. Eu fui só mais uma, embora você negasse. Assim eu me sinto.
Mais uma vez, mais uma.
Se eu disser que não dói, será uma mentira. Dói não ser a preferida, dói que eu deixei chegar até aqui. Embora suas palavras não correspondessem aos seus atos, eu deixei. Esperei, esperei, esperei. Sem me dar certezas, sem me dar um abrigo, você me fez sentir não-amada. E, assim, eu vou.
Adeus.
Quero chorar, mas nem isso eu consigo.
Assinar:
Postagens (Atom)


